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A polícia angolana desmente desistência de morte no ataque á UNITA “ninguém morreu e que há apenas quatro feridos”

A Polícia Nacional (PN) de Angola refutou a acusação da UNITA, o principal partido da oposição, de que uma pessoa foi morta no ataque de que foi alvo uma caravana integrada por deputados e militantes do principal partido da oposição na sexta-feira, 12, que seguia para o Cuito Cuanavale, na província do Cuando Cubango.

VOA

A polícia angolana desmente desistência de morte no ataque á UNITA “ninguém morreu e que há apenas quatro feridos”.

A UNITA, que atribui o ataque a militantes do MPLA, corrigiu a informação inicial avançada à Voz da América e a outros meios de comunicação, e disse que houve 10 feridos, cinco dos quais em estado grave.

“Ao contrário do que se aventa, não houve registo de perdas humanas, constatou-se que houve quatro feridos, um dos quais foi socorrido pelas forças policiais para o Posto Médico comunal”, diz a nota da PN que afirma ter reforçado “as medidas operacionais com as forças da Unidade de Reação e Patrulhamento para a reposição da ordem”.

O Comando Provincial do Cuando Cubango ressalta que “não recebeu qualquer solcitação de escolta para o asseguramento da caravana” e que tão logo tomou conhecimento do ataque “fez deslocar dispositivo policial e constatou que se tratou de um ato protagonizado por cidadãos da referida localidade, que arremessaram objetos contundentes à referida caravana”.

“Os órgãos de Polícia estão a trabalhar arduamente no sentido de identificar os seus autores, a fim de serem responsabilizados criminalmente”, conclui a nota da PN.

Por seu lado, a UNITA, mais tarde, deu a conhecer a nota, com data de 10 de abril, a comunicar à PN que a delegação de deputados deslocava-se no dia 12 a Cuito Cuanavale.

Em entrevista à Voz da América, após o ataque, o deputado do partido do “galo negro” Maurílio Luyele disse que a polícia foi informada da visita depois de terem sido distribuídos panfletos anónimos em que se podia ler que a UNITA entra mas não sai do Cuito Cuanavale.

“Naquele local onde os fatos ocorreram, havia dois homens da polícia posicionados que nada fizeram para a proteção da caravana, pelo que pensamos que trata-se na verdade de um ato premedidato”, afirmou Luyele,indicando que os atacantes trajavam camisolas do MPLA.

UNITA reitera ataque de “milícias”

Neste sábado, 13, o grupo parlamentar da UNITA divulgou um comunicado no qual diz ter tomado conhecimento “com indignação, do comunicado da Polícia Nacional sobre os atentados ocorridos a 12 de Abril de 2024 na província do Cuando Cubango, marcados por tentativa de assassinato de deputados e membros do Secretariado Provincial da UNITA.

A nota reitera que a caravana “encontrou na sede da Comuna do Longa efetivos da corporação com cones à frente, ponto no qual estavam membros da OMA, JMPLA e crianças expostas na frente da multidão, que estava a barrar a estrada junto da Polícia, devidamente uniformizada, organizada e cujos integrantes estavam todos armados com objectos contundentes”.

A nota continua dizendo que as pessoas “começaram de imediato a arremessar pedras, paus e outros objectos à delegação, tendo causado 10 feridos, dos quais 4 (quatro) graves e 1 (um) abandonado no terreno (inanimado), tido por falecido, cujo paradeiro, até ontem, era desconhecido, que foi resgatado e socorrido pelos bombeiros por volta das 17 horas mas apenas pelas 23 horas reanimado e recuperou a consciência, consequência dos traumatismos cranianos”.

O grupo parlamentar da UNITA condena ainda “qualquer tentativa de se culpabilizar as vítimas e deixar impunes os agressores que, como no passado recente, cumpriram ordens superiores, pelo que os mandantes e seus executores devem ser todos responsabilizados” e “insta as autoridades competentes a desempenharem o seu papel no quadro do Estado Democrático de Direito, promovendo confiança nas instituições republicanas, pois a sua imagem tem sido maculada pelo partidarismo e impunidade”.

Parlamento reage

Após o ataque, o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, na sua página no Facebook, criticou o silêncio da presidente da Assembleia Nacional, do Presidente da República e da Procuradoria-Geral da República.

Entretanto, neste sábado, 13, o Parlamento emitiu uma nota a lamentar o ocorrido e a apelar às pessoas a respeitarem a convivência pacífica, a paz social e os preceitos do Estado Democrático e de Direito.

“Estamos convictos que o incidente, hoje (ontem), ocorrido, no município do Cuito Cuanavale (Cuando Cubango), vai merecer a devida atenção das entidades competentes, pelo que os autores deverão ser responsabilizados. Às famílias das vítimas do incidente apresentamos a solidariedade”, lê-se na nota que conclui que “todos os atos que revelam intolerância política, religiosa e social, linguagem de ódio e de violência não devem ter lugar num Estado Democrático de Direito”.