O Papa Leão XIV destacou a liberdade, as oportunidades e a capacidade histórica dos Estados Unidos de acolher pessoas de diferentes partes do mundo como algumas das maiores riquezas do país. As declarações foram feitas durante uma entrevista concedida às emissoras NBC e Telemundo, após o encontro de oração Cântico de Paz, realizado nos Jardins Pontifícios de Castel Gandolfo.
Na conversa, o Pontífice defendeu a importância de promover a paz, o respeito pelas diferenças e a valorização de cada ser humano. Segundo Leão XIV, a convivência entre pessoas de diferentes culturas e religiões demonstra que é possível construir uma sociedade baseada no diálogo e na fraternidade.
Ao recordar o encontro com crianças de várias nacionalidades e confissões religiosas, o Papa afirmou que os mais novos têm muito a ensinar aos adultos. Para o líder da Igreja Católica, as perguntas das crianças sobre a existência da guerra e do ódio devem levar a uma reflexão profunda sobre a necessidade de fortalecer os valores da paz, da solidariedade e do amor ao próximo.
Primeiro Papa nascido nos Estados Unidos, Leão XIV afirmou, no entanto, que se considera antes de tudo o pastor da Igreja universal. Embora manifeste grande carinho pela sua terra natal, sublinhou que a sua missão é servir os católicos e dialogar com todos os povos, independentemente da nacionalidade.
Questionado sobre o que mais aprecia nos Estados Unidos, o Pontífice apontou o espírito de liberdade, as oportunidades oferecidas ao longo da história e a capacidade do país de integrar sucessivas gerações de imigrantes. Recordou ainda as suas próprias origens familiares, descendentes de imigrantes, afirmando que essa diversidade constitui uma das maiores riquezas da sociedade norte-americana.
Leão XIV revelou também o desejo de visitar os Estados Unidos durante o seu pontificado. Embora não exista uma data definida, afirmou esperar que a viagem possa acontecer em breve para reforçar a sua mensagem de paz, unidade e cooperação entre os povos.
Na parte final da entrevista, o Papa dirigiu uma mensagem aos migrantes, incentivando-os a manter a esperança e a respeitar as leis dos países onde vivem. Defendeu que uma convivência pacífica depende do cumprimento das normas, mas salientou que a esperança e a coragem são fundamentais para enfrentar as dificuldades e construir uma sociedade mais justa e harmoniosa.

