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Preço do petróleo supera 100 dólares após ataques iranianos a navios e aumento da tensão no Golfo

by Marcelino Gimbi

Os preços internacionais do petróleo voltaram a ultrapassar a barreira dos 100 dólares por barril esta quinta-feira, impulsionados pelo agravamento do conflito no Médio Oriente e por novos ataques atribuídos ao Irão contra navios comerciais e infraestruturas energéticas na região do Golfo.

O aumento do preço ocorre apesar da decisão da Agência Internacional de Energia (AIE) de libertar uma quantidade recorde de crude das reservas estratégicas. A organização anunciou que os países membros irão disponibilizar cerca de 400 milhões de barris de petróleo para os mercados globais, incluindo 172 milhões provenientes dos Estados Unidos. Ainda assim, a medida não conseguiu acalmar os receios de escassez no abastecimento.

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão aproxima-se da terceira semana sem sinais claros de abrandamento. Analistas do setor energético alertam que, caso o conflito continue, valores entre 90 e 100 dólares por barril poderão tornar-se a nova realidade nos mercados internacionais durante algum tempo

Nos últimos dias, vários incidentes marítimos aumentaram as preocupações com a segurança das rotas petrolíferas. Um navio porta-contentores foi atingido por um projétil nas proximidades dos Emirados Árabes Unidos, provocando um pequeno incêndio a bordo, embora sem vítimas entre a tripulação.

Além disso, dois petroleiros foram atingidos em águas iraquianas. Perante a instabilidade, Bagdade anunciou a redução da produção de petróleo, decisão seguida por Kuwait e Arábia Saudita.

A situação é particularmente crítica no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial. A maioria dos petroleiros deixou de atravessar a zona, depois de Teerão declarar que não exportará petróleo do Golfo enquanto durar o conflito com Washington e Telavive.

Autoridades iranianas afirmaram estar preparadas para um conflito prolongado e advertiram que poderão atacar alvos económicos ligados aos Estados Unidos e a Israel. Os Guardas Revolucionários declararam que centros financeiros e bancos associados aos dois países podem tornar-se alvos.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão denunciou também um bombardeamento contra uma sucursal de um dos bancos mais antigos do país, prometendo uma resposta por parte das forças armadas iranianas.

Diante das ameaças e da escalada militar, várias multinacionais começaram a retirar funcionários do Golfo. Empresas financeiras e consultoras internacionais encerraram ou evacuaram escritórios em cidades como Dubai, bem como na Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait.

Durante a madrugada de quinta-feira, Israel informou que várias vagas de mísseis foram lançadas a partir do Irão, sendo intercetadas pelos sistemas de defesa aérea. Ao mesmo tempo, meios de comunicação iranianos afirmaram que a ofensiva foi realizada em conjunto com o Hezbollah, aliado de Teerão no Líbano.

Em resposta, Israel anunciou ataques em grande escala contra alvos em Teerão e contra posições do Hezbollah em Beirute. O movimento libanês afirmou ter disparado mísseis contra uma base dos serviços secretos militares israelitas na região de Telavive.

No Líbano, um ataque israelita na zona costeira de Beirute provocou pelo menos sete mortos e mais de vinte feridos, segundo o Ministério da Saúde do país. As forças israelitas afirmaram ainda ter atingido diversas estruturas associadas ao Hezbollah nos subúrbios da capital.

O Líbano entrou diretamente no conflito na semana passada, após o Hezbollah atacar Israel em resposta à morte do líder supremo iraniano, Ayatollah Ali Khamenei, num ataque atribuído a forças israelitas e norte-americanas.

Desde então, Israel intensificou os bombardeamentos em território libanês e mobilizou tropas para áreas fronteiriças. Autoridades do Líbano indicam que mais de 630 pessoas morreram e cerca de 800 mil foram deslocadas desde o início da ofensiva.

Perante o agravamento da situação, o presidente francês Emmanuel Macron apelou à suspensão da ofensiva terrestre israelita no Líbano e pediu ao Hezbollah que interrompa imediatamente os ataques

Enquanto os combates continuam e o tráfego marítimo permanece ameaçado, o mercado energético global mantém-se sob forte pressão, com receios de novos aumentos no preço do petróleo caso o conflito se prolongue.

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