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Guerra no Médio Oriente pressiona mercados e energia; G7 avalia uso de reservas de petróleo

by Marcelino Gimbi

A escalada militar no Médio Oriente continua a intensificar-se e já provoca fortes repercussões na economia mundial, especialmente no setor energético. O preço do petróleo voltou a disparar nos mercados internacionais, enquanto governos e instituições financeiras acompanham com preocupação os efeitos do conflito.

A empresa estatal de petróleo do Bahrein alertou para a possibilidade de suspender temporariamente as exportações após um ataque atribuído ao Irão ter provocado um incêndio numa refinaria.

O ataque atingiu o complexo petrolífero de Al-Maameer, causando danos materiais nas instalações. Apesar disso, as autoridades indicaram que o abastecimento interno deverá continuar garantido. O incidente levou a empresa a declarar “força maior”, mecanismo legal que permite suspender compromissos contratuais em situações extraordinárias.

A instabilidade na região está a afetar diretamente o mercado energético. Durante a madrugada, o barril de petróleo aproximou-se dos 120 dólares. O crude norte-americano WTI chegou a subir cerca de 30%, enquanto o Brent — referência para a Europa — registou um avanço superior a 27%.

Grande parte da tensão está ligada ao encerramento do Estreito de Ormuz pelo Irão, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás natural liquefeito, por onde passa cerca de um quinto da produção global.

Perante o aumento abrupto dos preços da energia, os ministros das Finanças do G7 reúnem-se esta segunda-feira por videoconferência para analisar os impactos económicos do conflito.

Entre as opções em análise está a eventual utilização de reservas estratégicas de petróleo para estabilizar os mercados e limitar a subida dos preços da energia. A reunião, presidida pela França, contará com representantes dos Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, Alemanha e Itália.

A subida do petróleo já está a pressionar os mercados financeiros. Na Ásia, o índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, chegou a cair cerca de 7% no início da sessão, refletindo os receios de uma nova crise energética global.

O conflito intensificou-se após os ataques militares lançados por Estados Unidos e Israel contra o Irão a 28 de fevereiro. Desde então, Teerão respondeu com uma série de ofensivas contra alvos militares e infraestruturas em vários países da região.

Nas últimas horas, Israel anunciou uma nova vaga de bombardeamentos contra posições do grupo Hezbollah em Beirute e contra infraestruturas militares iranianas. Segundo fontes militares, centenas de alvos foram atingidos, incluindo lançadores de mísseis e instalações de produção de armamento.

Ataques também foram registados em países como Arábia Saudita, Kuwait, Emirados Árabes Unidos e Qatar, aumentando o receio de um alargamento regional do conflito.

Entretanto, o Irão anunciou a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país. O religioso sucede ao pai, Ali Khamenei, que morreu durante os ataques realizados no final de fevereiro.

A escolha foi confirmada pela Assembleia de Peritos e surge num momento de grande tensão política e militar na região.

No meio da crise, Portugal realizou uma operação de repatriamento de cidadãos que se encontravam na região. Um voo militar chegou esta manhã a Lisboa com 61 passageiros a bordo, entre os quais 54 portugueses que estavam no Golfo e aguardavam há cerca de uma semana por uma oportunidade de regressar ao país.

As autoridades portuguesas indicaram que continuam a acompanhar a situação, embora para já não esteja previsto um novo voo de evacuação.

A evolução da guerra e o bloqueio de rotas energéticas estratégicas continuam a ser os principais fatores de risco para a economia global nas próximas semanas.

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