A segunda etapa das obras da Refinaria de Cabinda vai requerer um investimento avaliado em 700 milhões de dólares norte-americanos, financiamento que será assegurado pelo Grupo Gemcorp. A informação foi avançada esta terça-feira, em Luanda, pelo director-executivo da Gemcorp Angola, Marcelo Hofke.
Segundo o responsável, a Gemcorp assume o papel de principal investidora do projecto, enquanto a Sonangol detém uma participação de 10% na estrutura, sem envolvimento directo no financiamento.
Marcelo Hofke esclareceu ainda que a refinaria se encontra numa fase considerada determinante do seu desenvolvimento, com os testes operacionais previstos para terminar até ao final de Fevereiro. A partir de Março, a unidade deverá iniciar o fornecimento de produtos refinados à Sonangol, um marco relevante para o fortalecimento da segurança energética do país.
As declarações foram prestadas à margem da apresentação do Imbono, uma plataforma global integrada criada para apoiar a implementação de investimentos, a prestação de serviços e a gestão de activos em economias emergentes.
De acordo com o CEO, o Imbono surge como resposta a projectos que enfrentam constrangimentos na estruturação de financiamento, dificuldades durante a fase de execução ou desafios de sustentabilidade após a sua conclusão
Ao longo dos últimos dez anos, o Grupo Gemcorp terá mobilizado mais de nove mil milhões de dólares em investimentos distribuídos por mais de 25 países. Em Angola, o volume aplicado ronda os três mil milhões de dólares, abrangendo sectores como infra-estruturas, abastecimento de água, energia, saúde e bens de consumo.
Entre os projectos em destaque no país constam a Refinaria de Cabinda, os sistemas de abastecimento de água da ETA Luanda Sudeste e de Benguela, o PCESSA do Cunene e o projecto Quilonga Grande, que deverá tornar-se a maior estação de captação e tratamento de água em Angola.
Por fim, Marcelo Hofke reafirmou que a estratégia do grupo no país continuará centrada em iniciativas de carácter nacional e estratégico, com impacto directo na segurança hídrica, no reforço das infra-estruturas, na competitividade económica e na melhoria das condições de vida das populações

