Luanda – Angola registou, em 2025, a taxa de inflação mais baixa dos últimos 27 meses, fixando-se em 15,7%, uma redução significativa face aos 27,5% verificados no ano anterior. A descida representa um recuo de cerca de 12 pontos percentuais e é vista por especialistas como um sinal encorajador para a economia nacional.
Para o economista Paulo Forquilha, a evolução positiva do indicador constitui um motivo de satisfação, sobretudo pelos seus efeitos diretos sobre o poder de compra das famílias. Segundo o analista, a desaceleração da inflação contribui para aliviar a pressão sobre o custo de vida e cria condições mais favoráveis para a estabilidade económica e social.
No entanto, Paulo Forquilha sublinha que a consolidação desse ganho depende de medidas estruturais, defendendo que o combate sustentável à inflação passa, essencialmente, pelo aumento da produção interna e pela diversificação das exportações. Na sua análise, uma economia mais produtiva reduz a dependência das importações, minimiza a exposição às flutuações cambiais e fortalece a oferta de bens no mercado interno.
O economista considera ainda que o incentivo à produção nacional, aliado a políticas eficazes de apoio às exportações, pode gerar emprego, estimular o crescimento económico e reforçar a competitividade do país no mercado regional e internacional.
Apesar dos avanços registados, Forquilha alerta que a inflação continua em níveis elevados e exige vigilância permanente por parte das autoridades económicas, bem como a continuidade de reformas que promovam a eficiência produtiva e a estabilidade macroeconómica.

