O presidente do Irão, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país está preparado para terminar a guerra, mas exige garantias firmes para evitar novos conflitos. Entre as condições apresentadas estão o fim das ofensivas militares, compensações pelos danos causados pelos EUA, respeito pela soberania do Estreito de Ormuz e o fim das hostilidades contra grupos aliados de Teerão.
A Guarda Revolucionária Iraniana ameaçou atacar empresas dos EUA no Médio Oriente caso continuem os assassinatos de dirigentes iranianos. Entre os potenciais alvos mencionados estão Google, Apple, Meta, Tesla, Microsoft, Intel e Boeing.
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, alertou para efeitos económicos duradouros da guerra, contrariando o otimismo do secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent. Lagarde considera que o conflito já provocou um “verdadeiro choque” no setor energético.
O presidente dos EUA, Donald Trump, criticou aliados por não participarem na ofensiva contra o Irão e sugeriu que procurem petróleo por conta própria. O líder norte-americano admitiu ainda que poderá terminar a guerra mesmo com o Estreito de Ormuz parcialmente fechado.
A Comissão Europeia alertou para uma possível perturbação prolongada do mercado energético e pediu redução do consumo de combustíveis. A reunião extraordinária dos ministros da Energia da União Europeia pretende garantir o abastecimento e travar a escalada de preços.
A estatal COSCO Shipping conseguiu fazer atravessar três navios pelo Estreito de Ormuz, sinal de algum alívio nas rotas comerciais, apesar de a navegação continuar instável.
Com a crise a pressionar a oferta global, países asiáticos intensificam a compra de crude russo, aumentando a concorrência por carregamentos disponíveis e reforçando o papel da Rússia como um dos principais beneficiários indiretos do conflito.
As autoridades de Dubai anunciaram 237,6 milhões de euros em ajuda para empresas e famílias afetadas pela crise, refletindo o impacto regional da guerra no Golfo.
O conflito continua a provocar fortes repercussões políticas, económicas e energéticas à escala global, com negociações indiretas ainda em curso e sinais contraditórios sobre a evolução da guerra.

