O conflito no Médio Oriente continua a intensificar-se, com a entrada direta dos rebeldes iemenitas na escalada militar e novas declarações polémicas do presidente norte-americano.
O movimento rebelde Houthis lançou um míssil em direção a Israel, naquela que é a primeira intervenção direta do grupo no conflito entre Israel, Estados Unidos e Irão.
O projétil foi intercetado pela defesa aérea israelita, mas as sirenes soaram em várias cidades do sul do país.
Os Houthis são aliados de Teerão no chamado “Eixo da Resistência”, que inclui o Hezbollah, o Hamas e milícias iraquianas pró-iranianas.
Durante um fórum empresarial em Miami, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que Washington pode deixar de apoiar a NATO caso os aliados não respondam aos pedidos americanos de apoio militar.
Trump criticou a falta de colaboração para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, afirmando que países do Médio Oriente fizeram “mais” do que os aliados europeus na atual guerra.
O dia ficou ainda marcado por vários acontecimentos que evidenciam o agravamento do conflito:
Pelo menos 12 militares norte-americanos ficaram feridos num ataque iraniano a uma base na Arábia Saudita, dois em estado grave.
Israel lançou novos bombardeamentos contra alvos iranianos.
Ataques israelitas no sul do Líbano provocaram pelo menos 10 mortos.
Um ataque aéreo matou três jornalistas libaneses ligados a canais próximos do Hezbollah.
Incêndios causados por mísseis e drones iranianos feriram cinco pessoas nos Emirados Árabes Unidos
Um mês após o início da guerra, a entrada dos Houthis amplia o risco de regionalização total do conflito. Ao mesmo tempo, as declarações de Trump sobre a NATO aumentam a tensão entre os Estados Unidos e os aliados ocidentais, num momento de forte instabilidade internacional e pressão sobre os mercados energéticos.

