O ministro dos Recursos Minerais e do Petróleo da África do Sul, Gwede Mantashe, assegurou que o abastecimento energético do país permanece estável, apesar das preocupações globais com possíveis interrupções no Estreito de Ormuz.
Durante uma intervenção na Assembleia Nacional, o governante apelou à calma da população face ao receio de escassez de combustíveis e de aumentos de preços previstos para breve. Segundo Mantashe, navios com carga destinada ao país continuam a atravessar a rota marítima sem incidentes ou ameaças de ataques por parte do Irão.
O ministro afirmou que as informações disponíveis indicam que o estreito permanece aberto à passagem de navios destinados à África do Sul, o que permite manter níveis de abastecimento considerados suficientes por um período prolongado. A posição de Teerão deverá, segundo o governante, reduzir os receios de interrupções imediatas.
De acordo com Mantashe, o Irão estabeleceu duas condições para permitir o trânsito de navios: não serem aliados dos Estados Unidos nem de Israel, e efetuarem pagamentos em moeda iraniana (rial) em vez de dólares. Pretória afirma estar a dialogar com parceiros do bloco BRICS sobre a situação.
Apesar do fluxo de carga se manter, o governo admite ter pouca margem para contrariar eventuais aumentos de preços caso haja perturbações no fornecimento a partir do Médio Oriente. A possibilidade de subida dos combustíveis já gera preocupação, sobretudo no sector agrícola, onde atrasos na entrega de gasóleo foram reportados.
Dados recentes do Fundo Central de Energia indicam que gasolina e gasóleo apresentam sub-recuperações significativas, reflexo do impacto da guerra no mercado energético internacional.

