O Ministério Público de Moçambique abriu um processo-crime para apurar a alegada exportação ilegal de cerca de 400 contentores de madeira em toro a partir do Porto de Pemba, na província de Cabo Delgado.
A investigação teve origem numa denúncia anónima que aponta para a saída irregular da madeira pelo porto localizado no norte de Moçambique. Perante a gravidade das suspeitas, a Procuradoria-Geral da República de Moçambique confirmou a abertura do processo e o arranque das diligências.
O porta-voz da PGR, Gilroy Fazenda, assegurou que o caso está a ser tratado com rigor, sublinhando que eventuais responsabilidades serão apuradas caso as irregularidades se confirmem.
A investigação surge num contexto de perdas significativas no sector florestal moçambicano. Estimativas indicam que o país perde cerca de 500 milhões de dólares por ano devido a práticas consideradas insustentáveis.
Entre os principais factores estão a exploração madeireira ilegal e a agricultura de corte e queima, actividades que contribuem para a degradação ambiental e para prejuízos económicos relevantes.
Dados divulgados pela organização internacional **Forest Stewardship Council** apontam para a necessidade de reforçar a fiscalização e promover práticas de gestão sustentável, com o objectivo de proteger os recursos florestais e reduzir a exploração ilegal.
A informação foi inicialmente avançada pela agência Lusa.

