O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar que estão em curso negociações com o Irão, garantindo que Teerão terá concordado em não desenvolver armas nucleares. No entanto, as autoridades iranianas continuam a rejeitar a existência de qualquer diálogo formal.
A Casa Branca classificou a situação como “fluida”, sublinhando que qualquer evolução diplomática só deverá ser considerada oficial após confirmação pública. A porta-voz Karoline Leavitt reforçou que discussões sensíveis não serão conduzidas através da comunicação social.
Entretanto, o Paquistão manifestou disponibilidade para atuar como mediador entre Washington e Teerão. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif indicou que o país está pronto para acolher eventuais negociações, podendo estas decorrer em Islamabad nos próximos dias.
EUA ponderam envio de tropas para o Médio Oriente
O Pentágono está a avaliar o envio de cerca de 3.000 militares da 82.ª Divisão Aerotransportada para o Médio Oriente, como forma de reforçar a presença militar na região.
Segundo informações divulgadas pela imprensa internacional, a decisão final ainda não foi tomada, mas o posicionamento das tropas poderá oferecer mais opções estratégicas à administração norte-americana.
Apesar das declarações de abertura para negociações, o Irão continua a realizar ações militares em vários pontos da região, incluindo Israel, Kuwait, Barém e Arábia Saudita.
Tensão no Golfo: Irão impõe taxas no estreito de Ormuz
Em meio à escalada do conflito, o Irão começou a cobrar taxas a navios que atravessam o estratégico Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo.
Segundo fontes do setor, os valores podem atingir até dois milhões de dólares por travessia, embora a cobrança esteja a ocorrer de forma irregular. A medida é vista como uma demonstração do controlo exercido por Teerão sobre esta importante via marítima.
Conflito intensifica-se com impactos globais
A escalada no Médio Oriente continua a produzir efeitos significativos à escala global, afetando mercados energéticos e aumentando a instabilidade geopolítica.
Nos últimos desenvolvimentos, foram registados ataques a infraestruturas energéticas no Irão, enquanto países como o Japão já iniciaram medidas de emergência, incluindo a libertação de reservas estratégicas de petróleo.
Ao mesmo tempo, a Ursula von der Leyen alertou para o impacto crítico da crise no abastecimento energético dos aliados europeus.
A comunidade internacional acompanha com preocupação o evoluir da situação, numa altura em que aumentam os receios de um alargamento do conflito na região.

