Passadas mais de duas semanas desde o início das hostilidades envolvendo os Estados Unidos, Israel e o Irão, cresce a incerteza sobre a duração e o desfecho do conflito, com possíveis impactos significativos na estabilidade internacional e nos mercados energéticos.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, indicou numa fase inicial que a guerra poderia durar entre quatro a cinco semanas, mas admitiu posteriormente que o conflito poderá estender-se por um período mais longo. Apesar de afirmar que os objetivos militares estão a ser alcançados, membros da administração reforçam que o calendário dependerá das decisões estratégicas da Casa Branca.
Entretanto, os confrontos persistem e o Irão continua a lançar ataques com mísseis e drones, intensificando a tensão na região do Golfo Pérsico. Um dos pontos mais críticos é o Estreito de Ormuz, rota por onde circula uma parte substancial do petróleo mundial. Washington tem apelado a aliados internacionais para reforçarem a segurança marítima, mas a resposta tem sido prudente, com vários países a exigirem maior clareza quanto aos objetivos do conflito.
Analistas internacionais apontam para três possíveis cenários de evolução da guerra:
Um primeiro cenário prevê uma ofensiva rápida, com ataques a infraestruturas estratégicas iranianas que permitiriam aos Estados Unidos declarar vitória num curto espaço de tempo. Ainda assim, garantir a segurança da navegação no Golfo poderá exigir uma presença militar prolongada, dado que o Irão mantém capacidade para perturbar o tráfego marítimo.

Guerra com o Irão levanta incerteza global e pode evoluir em três cenários
Outra possibilidade passa por uma solução diplomática. A pressão sobre o fornecimento global de energia poderá levar potências internacionais a promover negociações, resultando num acordo que estabilize a região, ainda que implique concessões mútuas.
O cenário mais preocupante aponta para um agravamento da guerra, com expansão das hostilidades a toda a região. Neste caso, o conflito poderá arrastar-se durante meses, com consequências económicas severas, sobretudo para países dependentes das exportações energéticas no Golfo.
Especialistas alertam que uma interrupção prolongada no transporte de petróleo através do Estreito de Ormuz poderá provocar aumentos significativos nos preços da energia e abrandamento económico em várias regiões do mundo.
O desfecho dependerá, em grande medida, da capacidade de garantir a segurança neste corredor estratégico. Caso contrário, o conflito poderá evoluir para uma crise internacional de maior escala, com impactos difíceis de prever.

