Maputo– A Câmara de Comércio de Moçambique (CCM) tem um novo presidente. Lucas Chachine tomou posse recentemente, em Maputo, após ser eleito pelos órgãos sociais da instituição, que integram representantes de Maputo, Beira e Nampula. A nova liderança assume funções num contexto económico desafiante, mas marcado por oportunidades ligadas à inovação, transformação digital e ao crescimento do empreendedorismo nacional.
By: Arsom Armindo
No discurso de investidura, Lucas Chachine começou por reconhecer o trabalho da Direcção Executiva cessante, destacando os avanços alcançados ao longo dos últimos quatro anos. Entre os marcos do mandato anterior, apontou a reabilitação do edifício-sede da Câmara, que simboliza estabilidade e renovação institucional, bem como o reforço da presença nacional e internacional da CCM, hoje posicionada como uma voz activa e credível do sector privado moçambicano.
Ao assumir a presidência, Chachine sublinhou que o cargo representa mais do que uma honra: trata-se de uma responsabilidade que exige visão estratégica e capacidade de resposta às exigências actuais do tecido empresarial. O novo presidente defende uma Câmara mais moderna, inclusiva, digital e orientada para resultados concretos para os seus membros e para o desenvolvimento económico do país.
Segundo Chachine, as empresas moçambicanas continuam a enfrentar desafios estruturais, como burocracia excessiva, dificuldades de financiamento, instabilidade em algumas regiões e um ambiente económico global cada vez mais competitivo. No entanto, considera que o país atravessa um momento decisivo, com oportunidades impulsionadas pela juventude empreendedora, pela inovação tecnológica e pelo elevado potencial económico nacional.
É neste cenário que surge o manifesto da nova direcção, assente nos pilares da responsabilidade, inovação e colaboração. Mais do que um documento programático, o manifesto é apresentado como um compromisso de acção, que deverá orientar um Plano Estratégico sólido e executável para os próximos anos.
Entre as prioridades anunciadas está o reforço institucional da Câmara de Comércio de Moçambique, com investimentos na digitalização dos serviços, melhoria da transparência na governação e capacitação da equipa técnica. A nova direcção pretende tornar a CCM mais acessível e próxima dos seus associados, através de plataformas digitais funcionais, comunicação activa e métricas claras de desempenho.
O apoio directo aos membros surge como outro eixo estratégico, com a criação de oportunidades de networking, facilitação do comércio externo, mediação de conflitos, organização de missões empresariais e grupos sectoriais, além de uma actuação mais firme de advocacia junto do Governo para a melhoria do ambiente de negócios.
Lucas Chachine reafirma ainda o papel da Câmara como parceiro estratégico do desenvolvimento económico nacional, com especial atenção a sectores como agricultura, turismo, transportes, construção, pescas, mineração e energia, sem descurar os sectores transversais que sustentam o crescimento económico e social.
A inclusão social e económica ocupa também um lugar central na agenda do novo presidente. A promoção do empreendedorismo feminino e juvenil, o incentivo à liderança jovem e o investimento em inovação fazem parte das prioridades, com destaque para incubadoras, programas de mentoria, formação em tecnologias emergentes, marketing digital e novas formas de monetização da economia digital.
No plano financeiro, a nova liderança compromete-se com uma gestão rigorosa, baseada na transparência, prestação de contas e sustentabilidade. Estão previstas auditorias regulares, diversificação das fontes de receita e modernização dos sistemas de gestão, com o objectivo de reforçar a confiança e a credibilidade institucional.
A aposta em parcerias estratégicas com o Governo, instituições de ensino, embaixadas, agências de desenvolvimento e parceiros internacionais completa a visão apresentada, assente no diálogo permanente e na construção de soluções conjuntas para o fortalecimento do sector privado.
Para Lucas Chachine, o sucesso do mandato dependerá do envolvimento activo dos associados. A nova direcção pretende deixar um legado de inovação, crescimento e relevância institucional, consolidando a Câmara de Comércio de Moçambique como uma instituição verdadeiramente ao serviço do desenvolvimento económico do país.

