Luanda – A ministra da Saúde declarou que Angola está a desenvolver um sistema de saúde mais robusto, equitativo e moderno, com foco na proximidade aos cidadãos e orientado para a Cobertura Universal, assente em princípios de dignidade, equidade e humanização dos cuidados.
Sílvia Lutucuta fez estas declarações numa mensagem alusiva ao Dia Nacional da Saúde e à celebração dos 50 anos do Sistema Nacional de Saúde, assinalados este sábado, 13 de dezembro. Na ocasião, a governante sublinhou que o investimento no sector da saúde representa um investimento estratégico no futuro do país, defendendo que o Executivo está empenhado na construção de um sistema capaz de proteger a população, reforçar a confiança dos cidadãos e promover o desenvolvimento sustentável ao longo das gerações.
A ministra recordou que o Sistema Nacional de Saúde atravessou grandes dificuldades durante o período de conflito armado, enfrentando limitações profundas ao nível das infraestruturas, recursos humanos e meios técnicos. Segundo a governante, no final da guerra, cerca de 80 por cento da rede sanitária encontrava-se destruída ou fora de funcionamento, refletindo anos de escassez de medicamentos, equipamentos e profissionais qualificados.
Com o alcance da paz, a 4 de abril de 2002, Angola entrou numa nova fase da sua história, marcada pelo arranque de um amplo processo de reconstrução nacional, recuperação institucional e retorno das populações às zonas de origem, o que permitiu relançar progressivamente o sector da saúde.
No domínio da formação e valorização do capital humano, Sílvia Lutucuta destacou que os profissionais de saúde têm estado no centro das reformas em curso. Entre 2017 e 2024, foram integrados no sistema 46.604 novos trabalhadores do sector, o que representou um crescimento de 43,6 por cento da força laboral da saúde.
A governante acrescentou ainda que, até 2025, mais de 12 mil profissionais beneficiaram de formação pós-graduada, tanto em Angola como no exterior, sendo que 62 por cento dos beneficiários são mulheres, um dado que, segundo a ministra, evidencia o compromisso do sector com a promoção da equidade de género.

