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Fome em Gaza: Jorge Moreira da Silva acusa Israel de “falta deliberada de vontade política”

by Marcelino Gimbi

O diretor executivo do UNOPS e subsecretário-geral das Nações Unidas, Jorge Moreira da Silva, acusou esta sexta-feira o Governo de Israel de impedir deliberadamente a atuação das Nações Unidas na Faixa de Gaza, contribuindo diretamente para o agravamento da crise humanitária no enclave palestiniano. Em entrevista ao Jornal da Tarde da RTP, o responsável denunciou a existência de uma “violação clara do Direito Internacional Humanitário”.

“Aquilo que estamos a assistir em Gaza é inimaginável e sem precedentes”, afirmou Moreira da Silva, salientando que a fome galopante que assola a população palestiniana “não resulta de um impedimento técnico ou logístico, mas sim de uma falta deliberada de vontade política de Israel”. Segundo o dirigente da ONU, mesmo sem cessar-fogo seria possível prestar ajuda humanitária, desde que houvesse permissão para tal.

Desde o final de maio, a distribuição de ajuda humanitária deixou de estar sob responsabilidade das Nações Unidas, passando para a Fundação Humanitária de Gaza (GHF), uma organização apoiada por Israel e pelos Estados Unidos. A ONU e outras grandes organizações humanitárias recusam colaborar com a GHF, acusando-a de ter ligações com interesses militares israelitas e de violar os princípios básicos da ajuda humanitária.

Desde que a GHF assumiu as operações, têm-se multiplicado relatos de mortes entre palestinianos que aguardavam por alimentos. Estima-se que mais de 850 pessoas tenham morrido em filas de espera por comida, incluindo 115 vítimas fatais por fome, a maioria crianças.

Moreira da Silva denunciou ainda a utilização da ajuda alimentar como instrumento de “deslocamentos forçados” e revelou que os funcionários da UNOPS vivem sob forte insegurança, sem acesso garantido a bens essenciais e com os escritórios da organização alvo de ataques israelitas.

“Estamos numa situação limite, uma catástrofe. É revoltante assistir, no século XXI, a situações destas”, lamentou. O responsável revelou também que, diariamente, a equipa da UNOPS enfrenta escolhas dramáticas: “Temos de decidir se usamos o combustível para manter um hospital com oxigénio, alimentar as padarias, garantir o funcionamento das ambulâncias, ou permitir a bombagem de água”.

A crise humanitária em Gaza continua a agravar-se, com a comunidade internacional a apelar ao respeito pelas normas do Direito Internacional e à garantia de acesso livre e seguro da ajuda humanitária à população civil.

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